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Saiba mais sobre o antídoto para o metanol e como ele age.

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    Portal de Notícias Tvgnews
  • 6 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

No Brasil de 2025, um surto de intoxicações por metanol chamou atenção da comunidade médica e das autoridades de saúde. O metanol é uma substância extremamente tóxica, usada comumente na indústria química, solventes e combustíveis, mas nunca em bebidas alcoólicas destinadas ao consumo humano, por representar grave risco ao organismo.

Foto: Reprodução/TV Globo.
Foto: Reprodução/TV Globo.

Quando ingerido, o metanol é metabolizado no fígado, onde se converte em formaldeído e, em seguida, em ácido fórmico — compostos que são altamente lesivos ao corpo. Esses metabólitos podem causar danos ao sistema nervoso central, intoxicação metabólica, lesão na retina e levar à cegueira e à morte.


Os sintomas costumam aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão e incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações visuais, confusão mental e sudorese excessiva.


Diante desse quadro, existe um antídoto eficaz: o fomepizol, substância que retarda a conversão do metanol em metabólitos tóxicos. Além disso, o tratamento pode incluir hemodiálise para remover o metanol e seus derivados nocivos do sangue.


Quem faz a transformação do metanol em substâncias mais tóxicas são proteínas especiais, as enzimas. Quando o paciente recebe o fomepizol, esse antídoto vai lá e gruda nessas enzimas do fígado.


Assim, o metanol não consegue se ligar às enzimas e não é transformado em substâncias mais tóxicas. Ele fica circulando e acaba eliminado pelos rins, na urina.


Quando o fomepizol não está disponível, os médicos apelam para o etanol, o álcool que existe nas bebidas.


O mecanismo é parecido: o paciente recebe uma dose de etanol, calculada pelos médicos, que pode até ser dada na veia. As enzimas do fígado gostam mais do etanol do que do metanol. Assim, o etanol entra e vai logo ocupando as enzimas do fígado. O metanol não consegue mais "colar" nessas enzimas, porque já está tudo dominado pelo etanol. O metanol não é transformado em substâncias mais tóxicas e acaba sendo eliminado na urina.


O antídoto é mais eficaz quando administrado nas primeiras seis horas após a ingestão, antes que o organismo transforme grande parte do metanol em compostos tóxicos. Por isso, o diagnóstico rápido e o início precoce do tratamento são essenciais para prevenir sequelas graves e fatalidades.


OBSERVAÇÃO: os antídotos, seja o fomepizol, seja o etanol, só podem ser administrados sob rigorosa supervisão médica.


O último balanço do Ministério da Saúde, até 5 de outubro de 2025, foram notificados 225 casos suspeitos de intoxicação por metanol.


O governo brasileiro adquiriu mais de 2 mil ampolas do antídoto para enfrentar o surto.










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