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Agência da ONU critica Israel por 'assassinato descarado' de palestinos aparentemente rendidos na Cisjordânia.

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    Portal de Notícias Tvgnews
  • 28 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou nesta sexta-feira (28) estar horrorizado com o que chamou de "assassinato descarado" de dois homens palestinos aparentemente rendidos por tropas israelenses na Cisjordânia ocupada.


“Estamos horrorizados com o assassinato descarado, ontem, por policiais de fronteira israelenses, de dois homens palestinos em Jenin, na Cisjordânia ocupada, em mais uma aparente execução sumária”, disse o porta-voz da agência da ONU, Jeremy Laurence, em um briefing da ONU em Genebra.


Imagens divulgadas pela emissora "Palestine TV" na quinta-feira mostraram militares israelenses atirando contra dois homens que pareciam estar desarmados e se rendendo durante uma operação na Cisjordânia ocupada por Israel. O incidente ocorreu em Jenin, no norte do território palestino.


Nas imagens, é possível ver os homens saindo de um prédio cercado por soldados israelenses. Eles levantam as camisas e se deitam no chão, aparentemente se rendendo. Em seguida, as forças israelenses ordenam que os homens voltem para dentro do prédio antes de abrir fogo à queima-roupa.


Em comunicado conjunto, o Exército e a polícia de Israel informaram que os dois homens eram procurados por acusações de "atividades terroristas" e foram obrigados a deixar um prédio cercado, após um "processo de rendição" que durou horas. "Após saírem, os suspeitos foram baleados. O incidente está sendo investigado."


Militares de Israel atiram e matam palestinos aparentemente rendidos em Jenin, na Cisjordânia — Foto: Mohamad Torokman/Reuters.
Militares de Israel atiram e matam palestinos aparentemente rendidos em Jenin, na Cisjordânia — Foto: Mohamad Torokman/Reuters.

O Ministério da Saúde da Cisjordânia afirmou em comunicado que os dois homens foram mortos na ação, identificando-os como Montasir Abdullah, de 26 anos, e Yusuf Asasa, de 37 anos.


A Cisjordânia é governada parcialmente pela Autoridade Palestina, controlada pelo Fatah, partido que não tem ligação com o grupo terrorista Hamas. A entidade acusa Israel de cometer um "crime de guerra" nesse incidente.


Israel exerce controle militar sobre o território, além de manter e construir assentamentos de colonos israelenses, considerados ilegais pelo Direito Internacional.


Nesta quinta, Israel libertou um adolescente de 16 anos de nacionalidade palestino-americana que estava detido há 9 meses sem condenação, sob a acusação de jogar pedras em israelenses assentados.


A família nega a acusação. O caso veio à tona após um primo do adolescente Mohammed Zaher Ibrahim, que também tinha cidadania americana, ser espancado até a morte por colonos.










Fonte: G1 Globo.

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