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Tarcísio se reúne com indústria, para debater sobre falsificações de bebidas.

  • Foto do escritor: Portal de Notícias  Tvgnews
    Portal de Notícias Tvgnews
  • 7 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Em 6 de outubro de 2025, durante uma coletiva de imprensa, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou com tom de ironia a crise de intoxicações por metanol que atinge o estado e o país. Ele disse que começará a se preocupar “no dia em que começarem a falsificar Coca-Cola”, acrescentando que, até o momento, ainda não chegaram a esse ponto.


Foto: João Valério/GESP.
Foto: João Valério/GESP.

Contextualizando


São Paulo concentra a maior parte dos casos registrados de intoxicação por metanol no Brasil, há notificações para dezenas de casos: segundo dados oficiais, 15 casos foram confirmados no estado e 164 estão sob investigação.


Houve também mortes já confirmadas, embora o número nacional seja incerto, com parte das ocorrências ainda sendo analisadas.


O comentário do governador surgiu após reunião com representantes da indústria de bebidas, em que ele afirmou que grandes fabricantes presentes demonstraram interesse em colaborar com as investigações. Segundo ele, “ouvimos uma vontade enorme de colaborar” por parte desses setores.


Tarcísio também ponderou que não quer se aventurar em áreas que não considera sua especialidade, ressaltando que o problema é grave, mas que até agora não atingiu marcas tão emblemáticas como a Coca-Cola, pelo menos formalmente.


O estado paulista lidera os registros com mais de 80 % dos casos nacionais sob investigação no momento.


Entre as hipóteses apuradas pelas autoridades está a de que garrafas reutilizadas são higienizadas com metanol, ou que o metanol esteja sendo usado como substituto ilegal ao etanol em bebidas falsificadas.


Também se reporta apreensões expressivas de garrafas suspeitas: segundo o governo estadual, mais de 7 mil recipientes foram recolhidos recentemente para análise.


Para enfrentar a crise, o governo de São Paulo instituiu um gabinete de crise e intensificou ações de fiscalização, controle e investigação nos estabelecimentos de bebidas alcoólicas.


A Secretaria de Segurança Pública e outras pastas também estão envolvidas para identificar a origem da adulteração e prevenir novos casos.


A declaração de Tarcísio, embora em tom irônico, reflete o grau de tensão e preocupação em torno desse surto de intoxicações por metanol em São Paulo. O estado assume protagonismo nos casos, enquanto autoridades públicas e setores privados procuram, sob forte escrutínio, controlar os efeitos, responsabilizar os agentes e restabelecer a segurança e a confiança da população quanto ao consumo de produtos alcoólicos.

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