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Japa do PCC pede retirada da tornozeleira eletrônica à Justiça: 'tortura psicológica'.

  • Foto do escritor: Portal de Notícias  Tvgnews
    Portal de Notícias Tvgnews
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa' e investigada por lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), pediu à Justiça a revogação do uso da tornozeleira eletrônica. A defesa afirma que ela utiliza o equipamento há quase dois anos, o que transformou a medida em “instrumento de punição e tortura psicológica”. O Ministério Público (MP) é contra o pedido.


Defesa de Karen de Moura Tanaka pediu retirada de monitoramento eletrônico — Foto: Reprodução e Rede Amazônica.
Defesa de Karen de Moura Tanaka pediu retirada de monitoramento eletrônico — Foto: Reprodução e Rede Amazônica.



Ela foi presa em fevereiro de 2024 com mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil. A prisão foi convertida em domiciliar por conta do filho que teve com Wagner Ferreira da Silva, o 'Cabelo Duro', de quem é viúva. Wagner foi executado em 2018 e era apontado como um dos principais chefes do PCC.


Posteriormente, a prisão de Karen foi revogada e foram impostas medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico.


Os advogados de Karen sustentaram que ela sempre esteve à disposição da Justiça e nunca descumpriu ordens durante o período de monitoramento. Eles alegam que, mesmo após o encerramento do inquérito, novas investigações foram abertas, prolongando o uso da tornozeleira. A defesa também pontuou que ela não foi denunciada até o momento.


"A manutenção dessa medida nessas condições, além de violenta e degradante, tem causado danos irreparáveis à vida pessoal, emocional e profissional da investigada, que tenta reconstruir sua rotina dentro dos limites impostos pela Justiça”, disse a defesa.


Segundo os advogados, o tempo de monitoramento já supera em mais da metade a pena mínima prevista para lavagem de dinheiro, de três anos. O MP, no entanto, se manifestou pela manutenção da medida. O caso será avaliado pela Justiça.








Fonte: G1 Globo.


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