Advogada e jovem são condenados por morte de desembargador em Santos.
- Portal de Notícias Tvgnews

- 21 de ago. de 2025
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A advogada Luciana de Almeida Marnoto, de 55 anos, e Gabriel Marraccini Henrique Lopes, de 24, foram condenados pelo homicídio do auditor fiscal Sérgio Armando Gomes Ferreira, que aconteceu em 2019. A Justiça considerou que eles participaram do crime, cometido por Guilherme Marnoto de Alvarenga, filho de Luciana, que já foi condenado em 2023.
O caso ocorreu em 14 de novembro de 2019, no Embaré, quando Luciana encontrou a vítima morta a facadas na sua casa. Na ocasião, Luciana contou ter ido ao local com o filho e Gabriel, amigo de Guilherme - condenado a 16 anos de prisão. À época, a Polícia Civil concluiu que eles tiveram participação no assassinato.
O julgamento do caso ocorreu na última quarta-feira (20), com início durante a manhã e término às 2h desta quinta-feira (21). Além dos réus, foram ouvidas oito testemunhas perante o Tribunal do Júri.
Os jurados consideraram que houve participação dos réus no homicídio. A Justiça determinou uma pena de 16 anos e 6 meses para Gabriel e 22 anos para Luciana. A prisão deles foi decretada ainda em plenário, e deve ser cumprida em regime inicial fechado.
O advogado Paulo de Jesus, que representa Luciana, disse que a defesa deve recorrer da decisão. "Apelaremos e ingressaremos com as medidas necessárias para que a ré aguarde o trânsito em julgado em liberdade", disse.
Julgamento
Antes do julgamento, em entrevista à repórter Yasmin Braga, da TV Tribuna, emissora afiliada da Globo, os advogados de Luciana e Gabriel destacaram a inocência dos réus no homicídio de Sérgio.
Segundo o advogado Paulo de Jesus, que representa Luciana, o filho dela já revelou em juízo que assume toda a responsabilidade pelo crime. Ela foi acusada de induzir o filho a cometer o crime para obter vantagem financeira, a partir de transações que ela realizou.
Paulo, no entanto, negou a influência da advogada no crime. “Ela era responsável pelas finanças dele, enquanto casal. Ela jamais orientaria ele [filho] ou estabeleceria um plano para ele matar alguém e assumir essa responsabilidade”, destacou.
Já o advogado Armando de Mattos, que defende Gabriel, disse que ele não estava presente na cena do crime. Mattos ainda destacou que não existem imagens internas da residência que comprovem a participação do jovem no crime.
“Quando ele [Gabriel] entendeu o que de fato aconteceu, ele pediu para ir embora. Ele não sabia que a vítima [Sérgio] efetivamente tinha falecido [...] Ele notou um homem deitado ao solo da sala. Outro [Guilherme], em cima. Mas ele efetivamente descia as escadas nesse momento quando encontrou essa cena lamentável”, disse.
Morte

O caso ocorreu em 14 de novembro de 2019, no Embaré, quando Luciana encontrou a vítima morta a facadas na sua casa. Guilherme confessou que teria matado Sérgio, mas isentou o colega e a mãe da participação no crime.
Após pouco mais de dois meses de investigação, e de uma reconstituição, a Polícia Civil concluiu que Luciana pode ter induzido o filho a cometer o assassinato para receber a aposentadoria de Sérgio.
Segundo a corporação, ela ainda teria feito saques com o cartão do companheiro, em conspiração com o filho. Apesar disso, foi descartada a hipótese de que a mulher estivesse na cena do crime.
Já com relação à participação de Gabriel, foram anexadas filmagens que mostram ele e Guilherme correndo em direção ao carro, deixado nas proximidades no local do crime, com capuzes. Eles também foram vistos juntos em um restaurante.




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